Biodegradável & Compostável

O que é um material biodegradável?

É aquele que, nas condições adequadas, é quebrado pelos microorganismos no ambiente em um prazo de tempo reduzido. A biodegradação é um processo que pode ocorrer em muitos ambientes, incluindo solos, locais de compostagem, instalações de tratamento de água, em ambientes marinhos e mesmo no corpo humano. Este é o processo que converte o carbono em energia e mantém a vida. Nem todos os materiais são “biodegradáveis” em todas as condições. Alguns são susceptíveis aos micróbios encontrados em uma estação de tratamento de águas residuais, enquanto outros necessitam das condições e micróbios encontrados em uma pilha de compostagem ou nos solos.

Para que os plásticos se “biodegradem” é preciso passar por um processo de 2 passos. Primeiro, as cadeias de polímero longas são encurtadas ou “cortadas” nas ligações carbono-carbono. Este processo pode ser iniciado por calor, umidade, enzimas microbianas ou outras condições ambientais, dependendo do polímero. Isso é chamado de “degradação” e você sabe que está ocorrendo porque os plásticos ficam fracos e facilmente se fragmentam. Este primeiro passo NÃO é um sinal de biodegradação!

O segundo passo ocorre quando as cadeias de carbono mais curtas passam pelas paredes celulares dos micróbios e são usadas como fonte de energia. Esta é a biodegradação – quando as cadeias de carbono são usadas como fonte de alimento e são convertidas em água, biomassa, dióxido de carbono ou metano (dependendo do processo ocorre em condições aeróbicas ou anaeróbicas).

Se você pensa em uma longa série de pipoca unidas por um fio como uma cadeia de “polímero plástico”, então o passo um (fragmentação) é quando o fio é cortado aleatoriamente entre os grãos de pipoca e você tem a cadeia mais curta ou as pipocas livres e soltas. O segundo passo “biodegradação” ocorre, quando os micro organismos passam a se alimentar da pipoca, transformando ela em biomassa, água e CO2.

Hoje, produtos que alegam ser biodegradáveis, como os oxi-(bio)degradáveis cumprem apenas a primeira parte da tarefa já que, graças a resinas adicionadas ao plástico, tem sua fragmentação (degradação) em curto espaço de tempo na presença de oxigênio. Já a segunda etapa, a real biodegradação, ocorre apenas ao longo de dezenas senão centenas de anos, com danos ainda maiores sendo causados ao longo deste tempo pelos microplásticos oriundos da fragmentação induzida pelas resinas.

A norma brasileira da ABNT NBR 15448-1 estabelece que para poder caracterizar uma embalagem como biodegradável “todos os materiais da embalagem e seus constituintes devem ter no mínimo 90% do carbono orgânico convertido a dióxido de carbono no prazo máximo de 6 meses“. Importante se ater à questão do tempo de biodegradação, uma vez que praticamente tudo que existe é biodegradável, variando apenas o tempo necessário para tal. Por isso a necessidade de certificações e normatizações.

O que é um material compostável?

Quando os produtos são projetados para serem compostados, eles devem atender às Normas ASTM D6400 (para Plásticos Compostáveis) ou ASTM D6868 (para Embalagem Compostável). Os produtos que atendam aos requisitos dessas duas especificações

  • Desintegrar-se rapidamente. Durante o processo de compostagem (para que não haja grandes fragmentos de plástico acabarão nas telas dos composters quando o processo estiver concluído)
  • Biodegradar rapidamente sob as condições de compostagem.
  • Não reduza o valor ou a utilidade do composto consumado. A húmus fabricado durante a compostagem. O processo apoiará a vida vegetal.
  • Não contém quantidades elevadas de metais.

Como saber se um produto é “compostável”?

Hoje, há um número crescente de produtos que atendem a essas ASTM D6400 ou ASTM D6868. Muitos deles possuem o símbolo de certificação do BPI. Isso significa que o produto foi testado em um laboratório de terceiros aprovado para conformidade com as normas ASTM. E esses resultados foram confirmados em uma análise científica independente. Você não precisa confiar apenas nas reivindicações de um fabricante.

De acordo com a norma NBR 15448-2 da ABNT uma embalagem deve ter “após no máximo 12 semanas no processo de compostagem, não mais de 10% da massa seca original da embalagem em ensaio retida em uma peneira de 2mm”

 

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